O Bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil

Precisamos identificar as oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil.

E para tanto, é preciso primeiro entendermos a história, o presente e a cultura do Bambu.

E com certeza, só entenderemos a cultura do Bambu ao compreendermos a sustentabilidade e a bioeconomia.

Conceitos vitais em termos econômicos, sociais e ambientais.

Esse entendimento nos permite ver que é possível produzir lucro e riqueza quando refrescamos o olhar sobre coisas conhecidas.

É nesse sentido, que se abre um universo de possibilidades realmente admiráveis!

Que apesar de sempre terem estado ao nosso alcance, só podem ser alcançadas pela curiosidade, criatividade e imaginação de pessoas que buscam a solução de problemas com agregação de valores reais e tangíveis.

Ao longo desse despretensioso artigo, vamos tangibilizar algumas dessas soluções.

Vamos apresentar aplicações reais do bambu, demonstrando como ele pode solucionar diversos problemas de forma eficaz e sustentável.

E nessa jornada, veremos que isso é possível ao passo que a sua utilização gera riqueza para pessoas e ambientes, além de preservar o  meio ambiente.

 

O Homem e o Bambu construindo um Futuro Sustentável

 

Vamos começar com uma frase atribuída a um escritor e futurista americano.

“O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros.”

Alvin Toffler

Escritor e futurista norte-americano

O futuro depende de nós, de nossas decisões e atitudes no hoje, e se quisermos melhorar o nosso próprio futuro como pessoas ou nações, precisamos agir e repensar modelos e materiais utilizados atualmente em diversos setores econômicos.

E nesse sentido, temos um enorme desafio ao assumirmos um compromisso com a criação e a implementação de soluções que resolvam grandes problemas e criem impacto positivo sobre entidades, ambientes e pessoas.

Mas para isso, é preciso ver algo muito importante.

Nossa relação atual com os recursos naturais disponíveis é insustentável por uma simples condição matemática.

Na mesa que colocamos para esse jantar, tem mais pessoas do que cadeiras, mais cadeiras do que pratos e mais pratos do que alimentos.

No médio e longo prazo, essa conta simplesmente não fecha e é ai que o bambu pode nos ajudar a equalizar alguns dos fatores que farão a conta ficar menos cara.

Então vamos lá, vamos juntos conhecer essa incrível fibra vegetal que já foi vista como praga no campo e no agronegócio e atualmente, é considerada como o ouro verde da bioeconomia.

Abaixo, você pode ver alguns poucos produtos industrializados que utilizam o bambu.

 

 

diversidade-de-produtos-de-bambu

A imagem acima foi encontrada originalmente no site Bamboo Import

 

Porque o valor do Bambu ainda não foi percebido?

 

Antes de tudo, é preciso explicar que o Bambu é uma gramínea!

Na verdade, além de ser a grama mais alto mundo, ela é a planta que também possui o crescimento mais rápido do mundo, podendo alcançar em algumas espécies, até um metro ou mais de crescimento diário.

E é justamente dessas condições que surgem seus pontos fortes e fracos, mas para que isso não se torne um artigo técnico sobre a espécie em si, foquemos no que é importante no conceito desse material.

  1. Na sua constituição física existe muito amido (um tipo de açúcar) que é um prato cheio para alguns vetores xifópagos, insetos tipo brocas e cupins, alguns fungos e bactérias.
  2. Suas fibras possuem uma resistência incrivelmente alta a tração no sentido longitudinal, ou seja, em seu comprimento.
  3. Possui velocidade de crescimento vertiginoso.
  4. É bastante tolerante quanto a uma diversidade de climas e solos.
  5. Tem trabalhabilidade fácil mas peculiar, dado sua leveza, forma circular e na grande maioria das vezes áreas vazias em seu interior.

Apesar de ser usado há milênios, o Bambu nunca teve uma posição de destaque no ambiente econômico, principalmente por dois motivos bem simples.

As fibras do bambu degradam-se rapidamente se não receberem o tratamento adequado que garantam sua longevidade em virtude ao alto teor de amido e segundo, porque era um material utilizado por pessoas de baixa renda.

Some a essas condições o fato de que até pouco tempo atrás, tínhamos uma vasta disponibilidade e acesso a madeiras, principalmente às consideradas de Lei e automaticamente você perceberá que não valia a pena buscar uma solução diferente da tradicional.

Algo bem comum aos seres humanos inclusive.

Mas voltemos ao assunto em questão.

Porque historicamente não identificávamos todo esse valor no Bambu?

Bom, vou propor um exercício rápido aqui a título de elucidação.

Por um breve momento. feche seus olhos e pense no primeiro objeto de bambu que vem a sua mente.

Muito provavelmente você deve ter imaginado uma vara de pesca, uma pipa, ou uma daquelas cercas detonadas feitas de bambu em sítios e chácaras.

Agora, se a cultura e as referências que você tivesse em relação ao que é possível fazer com bambu fossem outras, certamente a primeira imagem em sua mente seria diferente.

Veja, nossa mente faz algumas pegadinhas conosco, principalmente quando as referências que possuímos não são amplas por qualquer que seja o motivo.

Com certeza, para nós brasileiros, será muito difícil que uma imagem como as que você verá abaixo, venha a nossa mente ao praticarmos o exercício sugerido, simplesmente porque não temos ainda essas referências em nosso cotidiano.

As fotos abaixo, são do centro comercial CityLife em Milão Itália, projetado pelo escritório de arquitetura Zaha Hadid e executado pela empresa Moso, especializada em desenvolvimento de tecnologias em bambu.

Parece até que estamos falando de materiais diferentes não é mesmo?

A primeira sensação que temos é a de um trabalho primoroso com algum tipo de madeira de lei, mas não se engane, esse é um trabalho primoroso com bambu, com bastante tecnologia e inovação agregada!

Mas vamos nos conter um pouco, pois infelizmente, esse ainda, isso mesmo, ainda, não é o cenário que se apresenta por aqui no Brasil por uma série de motivos.

E um dos principais motivos ao meu ver, é ainda a falta de percepção de valor e o aculturamento em relação as boas práticas de plantio, manejo, produção e consumo que temos em relação a essa fibra vegetal, e isso afasta o investimento necessário para que esse setor cresça.

 

O estágio de inovação do Bambu no Brasil

 

Alguns dizem que tudo tem seu tempo!

E em parte isso é uma verdade, pois tem a ver com as referências culturais acumuladas por um grupo de pessoas.

Ou ainda, por problemas que ainda não foram percebidos ou não possuem uma solução, seja qual for o motivo.

E dentre alguns dos motivos que ainda não nos fizeram transformar as oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil, podem ser os seguintes:

  1. falta de conhecimento a respeito de suas aplicações
  2. alta disponibilidade de madeira
  3. falta de conhecimento técnico por parte de especificadores
  4. falta de plantios comerciais que assegurem o fornecimento de matéria prima em escala
  5. falta de tecnologias para sua industrialização
  6. baixo volume de incentivo para pesquisa acadêmica
  7. tímida integração na relação entre capital privado e academia
  8. falta de visão de médio e longo prazo por parte dos empresários brasileiros
  9. falta de clareza e normativas de políticas públicas específicas para o cultivo e industrialização
  10. falta de visão holística e sistêmica por parte dos especificadores em encontrar aplicações para os materiais feitos com as suas fibras
  11. falta de normativas técnicas e boas práticas reguladas e certificadas para seu uso em setores como construção civil e alimentação
  12. outros

Mas ao mesmo tempo, vejamos que todos esses fatores, por mais que pareçam condições negativas para se tentar fomentar uma cadeia produtiva de bambu forte por aqui, trazem como contraponto, excelentes oportunidades de negócios, dada uma baixa competitividade em todos os elos dessa cadeia.

E já existem empresas e pessoas aqui no Brasil, explorando essas oportunidades há algum tempo.

Entre tentativas, erros, sucessos e fracassos, fazem parte da história da pesquisa, das políticas públicas e dos negócios dessa ainda pequena, mas muito promissora cadeia produtiva do bambu.

E com certeza, vamos em breve dedicar um tempo a cada uma delas, contando um pouco de suas histórias, porém não nesse material.

Mas só para que você tenha ideia do que já está sendo feito, vamos falar rapidamente de uma pesquisa sobre o uso da farinha de bambu no preparo de doces e massas com ganhos sobre os métodos tradicionais.

E se imaginarmos o tamanho do mercado para produtos saudáveis e sustentáveis, com capacidade de substituir o açúcar refinado, não precisamos nem mesmo nos esforçar para entender o potencial de lucro dessa pesquisa.

 

Uso da Farinha de Bambu em doces e massas surpreende pesquisadores

 

Essa pesquisa está sendo conduzida pela professora Maria Teresa Pedrosa Clerici, juntamente com o professor Antonio Beraldo, um dos maiores especialistas em bambu no Brasil, na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp.

As fotos abaixo, e mais informações a respeito do trabalho com a farinha de colmos jovens de bambu, você pode ver na página do Jornal Unicamp, onde foram publicadas originalmente.

A professora Maria Teresa Pedrosa Clerici (acima), coordenadora das pesquisas

 

O professor Antonio Beraldo: trabalho pioneiro no Brasil e no mundo

 

A pesquisadora Maria Hermínia Ferrari Felisberto e os “cookies” desenvolvidos por ela: vida de prateleira ampliada

 

A engenheira de alimentos Amanda Rios Ferreira: fettuccine aprovado em testes sensoriais

 

Imagem de capa JU-online

 

Como são muitos os pontos importantes a tratarmos nesse artigo, vamos seguir por partes.

Pois com certeza, não conseguiremos abordar todas elas e você entenderá o porque.

Se posso lhe dar uma sugestão, separe um tempo mais tranquilo para ler esse material, pois ele é um pouco extenso.

Na próxima seção, vamos falar a respeito da percepção de agregação de valor do bambu.

 

Onde está o valor do Bambu

 

É até um pouco difícil falarmos a respeito do valor que o Bambu pode ter, e das possibilidades de criação de negócios com ele.

E tenho certeza que você irá entender o porquê, ao longo desse artigo.

Dizer que o Bambu é a planta dos 1001 usos, é propagar uma mentira, simplesmente porque já existem registros de mais de 10.000 aplicações.

Yeap! Mais de 10.000 aplicações que vão de uma simples ripa de bambu in natura fincada na terra para servir de suporte para o cultivo de plantas trepadeiras escandentes como o tomate e outros, até o uso em baterias de grafeno.

E obviamente não vou listar aqui todas elas, apenas algumas.

E nesse momento, sem o compromisso de indicar quais seriam as possibilidades imediatas de negócios.

Essa percepção prefiro deixar para que você avalize e identifique o que lhe chama mais atenção, qual a relação dessa fibra vegetal com suas competências técnicas ou negócio atual e até mesmo, se você vê alguma possibilidade de absorve-lo no seu negócio que já existe, mas que pertence a outro segmento.

Vamos dar uma pincelada em alguns fatos e dados dessa cultura no mundo, para que você veja a amplitude do potencial de oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil.

Antes de continuar, vou deixar uma dica importante.

Um dos melhores lugares para obter informações compiladas sobre o bambu no Mundo, é o site da INBAR (International Bamboo and Rattan Organisation). Site em inglês!

Então vamos a alguns números expressivos sobre o bambu.

  • 10.000 usos e aplicações registradas
  • U$60 Bilhões de dólares movimentados em 2017
  • 7,5 milhões de pessoas empregadas na China
  • De 3 a 6 anos é o tempo médio do primeiro cultivo
  • Cultura perene com 01 único plantio
  • Em 6 meses o colmo alcança seu tamanho final, podendo chegar a 30 m de altura (algumas espécies)
  • Possui valor tanto no plantio, como em suas derivações industrializadas.

A partir desse ponto, precisamos deixar algo claro e transparente!

O Bambu é uma planta que apresenta agregação de valor tanto plantada como transformada em fibra vegetal, e isso é algo único ao meu ver.

E mais incrível ainda, é que mesmo fora do Brasil, onde o Bambu movimentou mais de U$ 60 Bilhões de dólares em 2017, isso mesmo, dólares, ainda não existem tantos estudos como outras espécies vegetais mais usadas.

Mas uma das coisas que tem chamado muita atenção do mercado mundial, principalmente do setor de construção civil, é a versatilidade e resistência da fibra do bambu.

Dá uma olhada no vídeo abaixo pra entender o que estamos falando.

 

Na foto abaixo, você pode ver o bambu sendo usado como malha para reforço no concreto, inclusive substituindo o aço. A foto é fruto de pesquisas realizadas pelo Future Cities Laboratory de Singapura, capitaneado pelo pesquisador Dirk Hebel, o mesmo que aparece no vídeo acima.

oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil

Você vê agora porque além de ouro verde, o bambu também é chamado de aço verde!

Além disso, consegue entender o potencial de soluções de problema que isso nos trás, principalmente se considerarmos que um dos maiores gastos na construção civil é com o tratamento contra oxidação nas partes metálicas de grandes estruturas.

E isso tudo, sem contar a questão de construções submersas e em áreas litorâneas.

Para finalizar essa seção, vamos colocar uma pequena lista genérica de aplicações e citar exemplos dos mais simples aos mais complexos.

Então vamos lá:

  • Recuperação de áreas degradadas
  • Proteção de mananciais
  • Prevenção de erosão
  • Corredores ecológicos
  • Aumento de humidade do ar
  • Sequestro de gás carbônico
  • Paisagismo
  • Tratamento de efluentes
  • Brotos Comestíveis
  • Farinha comestível
  • Carvão normal e ativado
  • Extrato Pirolenhoso
  • Ripas e postes
  • Quadros para bicicleta
  • Shapes de skate
  • Utensílios esportivos
  • Utensílios Domésticos
  • Mobiliário
  • Artesanato
  • Chás e Cerveja
  • Cestarias
  • Embalagens
  • Palitos de dente
  • Cotonetes
  • Escovas de dente
  • Varas para construção civil e arquitetura
  • Cosméticos
  • Medicamentos
  • Biomassa
  • Fibras Vegetais de alta resistência para reforço de concreto e outros
  • Celulose para papel
  • Álcool combustível
  • Tecidos
  • Peças maciças que substituem madeira

Vamos parar por aqui, pois o bambu já registra mais de 10.000 usos e o espaço é curto nessa postagem.

Você consegue ver o potencial monstruoso de geração de riquezas e porque é tão difícil falar a respeito do bambu?

São tantas as possibilidades que é bem fácil se perder em meio as pesquisas e aplicações.

E por outro lado, é também muito difícil, para nós seres humanos de visão limitada e compartimentada, conseguir explicar o porque uma espécie vegetal de relativa facilidade de cultivo, ainda não foi amplamente utilizada para resolver diversos problemas que temos no mundo.

Mas avaliar a nossa capacidade de solucionar problemas e ver além, não é o objetivo desse artigo.

Mas sim, mostrar a você o universo de possibilidades que essa incrível planta pode nos trazer em termos de criação de riquezas e principalmente sobre sustentabilidade.

E com esse gancho, passamos ao próximo ponto, a sustentabilidade nata do bambu.

 

O Bambu já nasce com o DNA da Sustentabilidade

 

É preciso compreender o que é sustentabilidade, para entender a importância do Bambu.

Você vai reparar que ao longo desse material, vou fazer várias perguntas!

E novamente preciso ser sincero contigo, esse é o meu maior objetivo com esse material.

Criar a provocação, o desafio e os questionamentos que vão te proporcionar um incomodo.

Mas o objetivo com isso, é porque espero que você mesmo(a) indague-se sobre as formas e métodos que estamos empregando para construir o futuro que queremos.

Vamos para mais um teste rápido.

Pegue um papel e uma caneta e rapidamente, defina sustentabilidade!

A chance de errarmos essa definição é enorme.

Eu já errei várias vezes.

E como sou um grande fã da construção do conhecimento colaborativo, vou colocar o link da Wikipédia em inglês na definição.

E me desculpe talvez por usar a página em inglês, mas o fiz, pois essa definição já foi conferida e aceita pelos mantenedores e não existe sugestões de alteração, e essa é a beleza de um modelo colaborativo de construção de conhecimento, ele é validado por várias pessoas com pensamentos e pontos de vista diferentes, assegurando assim, a maior imparcialidade possível.

“A sustentabilidade é o processo de manter a mudança de maneira equilibrada, na qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão em harmonia e potencializam o potencial atual e futuro para atender às necessidades e aspirações humanas.”

Tá, mas o que isso quer dizer?

Ao meu ver, a sustentabilidade é o modelo de pensamento e práticas que nos permite entender que se pretendemos ter um planeta habitável e que forneça as condições necessárias para a nossa prosperidade como espécie no futuro, precisamos encontrar meios de não exaurir seus recursos naturais e também não prejudicar o desenvolvimento econômico, social e a preservação ambiental daqueles que dependem dela hoje, no caso nós, e daqueles que dependerão dela amanhã.

Tarefa difícil não é mesmo?

Principalmente para uma espécie que se acostumou com a ideia que a “Terra tudo dá” e que não cria matéria prima, apenas a transforma!

Vamos tentar simplificar um pouco mais essa história, através do exemplo a seguir.

Novamente vou te fazer uma pergunta:

Se não abastecermos nossas geladeiras e dispensas com alimentos, e mesmo assim continuarmos a consumi-los, teremos comida disponível sempre?

Nesse caso, não preciso nem dizer que a pergunta foi retórica!

Agora, adicione a esse exemplo, uma geladeira que atende às necessidades de uma família que diariamente adiciona 01 pessoa em sua estrutura familiar.

Ao final de um ano, essa mesma geladeira terá que fornecer alimento para uma família de no mínimo 360 pessoas!

Ou seja, se já era impossível que a condição existisse no primeiro exemplo, ao adicionarmos uma pessoa diariamente a essa família, a condição torna-se utópica.

Terrorismo psicológico colocado de lado, é impossível não ter uma preocupação legítima com o assunto, se formos no mínimo, pessoas inteligentes e razoáveis.

Dá uma olhada no quadro de crescimento populacional publicado numa matéria do O GLOBO usando dados da ONU, e faça um exercício de imaginação, pensando no tamanho da geladeira que precisamos.

E para piorar ainda um pouco esse cenário, trazendo-o ainda mais próximo dos desafios que precisamos enfrentar, usei o exemplo de uma geladeira para exemplificar e nem mencionei que a comida a ser colocada nessa geladeira, precisa ser produzida por alguém, num determinado local e esse processo também consome muitos recursos.

Bom, apesar de parecer um beco sem saída, não acredito que essa seja a única verdade, por mais que assim se demonstre.

Realmente acredito na capacidade do ser humano em resolver problemas através da inovação, criando soluções que impactem positivamente a vida de muitos, o meio ambiente e as relações econômicas e nesse sentido, o bambu é uma ferramenta perfeita como veremos mais à frente.

Antes de correlacionarmos o bambu à sustentabilidade e explicarmos o porque essa parceria se encaixa perfeitamente, precisamos tratar da principal característica que diferencia uma ação de sustentabilidade, de uma ação ecológica / ambiental ou de uma ação social.

Para que possamos falar de sustentabilidade de verdade, a ação que planejamos ou implementamos deve considerar o chamado “triple bottom line” (algo como o tripé do resultado final), e ela deve criar valor real para cada um dos stakeholders (público estratégico) desse tripé que são: sociedade, meio ambiente e economia.

Uma boa maneira de entender essa diferença, é olhando o gráfico abaixo que foi publicado no site Logística Reversa, e que retrata bem os pontos de intersecção entre o social, o econômico e o ambiental que fazem uma ação ou projeto realmente sustentável.

Espero que eu tenha conseguido de alguma forma te ajudado com o conceito de sustentabilidade e o porque ele é importante, mesmo porque, entender esses princípios é vital se quisermos passar para a próxima etapa desse material que é relacionar o bambu à sustentabilidade.

E nesse sentido, o mais importante que temos a guardar do que vimos sobre a sustentabilidade e o bambu é o seguinte aspecto:

Só é possível resolvermos esse grande problema entre oferta e demanda das necessidades e desejos do desenvolvimento civilizatório, se encontrarmos materiais naturais ou, sintetizarmos materiais que sejam capazes de nos fornecer grandes volumes de matéria prima e que principalmente sejam renováveis, além de repensarmos a forma como nos relacionamos com os materiais de difícil renovação que nos sejam vitais.

A partir desse ponto, vamos começar a entrelaçar o bambu à sustentabilidade e com certeza, você vai perceber que ele já nasceu com essas características como espécie.

 

O Bambu e a sustentabilidade

 

O bambu é uma gramínea perene, endêmica em diversos locais no planeta como pode ser visto na imagem abaixo, que possuem clima tropical e subtropical.

Ou seja, é uma espécie que pode ser cultivada em diversos locais do planeta e algumas espécies adaptam-se a lugares onde há neve.

imagem obtida no site http://www.hebel.arch.ethz.ch/bamboo/

Já se tem catalogadas mais de 1000 espécies, sendo grande parte delas nativas do Brasil.

Em termos comerciais, algo próximo a 20 espécies se destacam e as plantas podem ter poucos centímetros a muitos metros de altura, como pode ser visto nas imagens a seguir.

OLYRA GLABERRIMA, um bambu herbáceo. Imagem obtida em: http://www.backyardnature.net/mexnat/olyra.htm

 

Dendrocalamus giganteus Imagem obtida em: http://www.bambooweb.info/ShowBambooPictures2.php?BooID=142&Desc=&Loc=&Match=&Cat=*&Genus=*&s=5

Em termos de propagação ou seja, como a planta se comporta em sua multiplicação e crescimento natural, temos praticamente três condições que são: entouceirantes, alastrantes e semi-alastrantes ou semi-entouceirantes.

Um jeito mais fácil talvez de criar a diferenciação visual, é pensar no seguinte. Espécies entouceirantes formam moitas e alastrantes e semi-alastrantes formam bosques e florestas.

E ambas se prestam a várias aplicações, seja a da colheita de brotos, a extração de varas (colmos) para diversos fins, produção de biomassa e outros, com sazonalidades diferentes em relação ao plantio, manejo e colheita.

E é preciso saber que o Brasil não possui espécies alastrantes, portanto, é preciso redobrar as boas práticas de cultivo nesse sentido para que não haja problemas quanto a propagação descontrolada da cultura.

Para se ter uma ideia mais precisa a respeito da sua formação, veja a imagem abaixo extraída do site Lewis Bamboo!

A esquerda as entouceirantes e à direita as alastrantes.

Agora vamos chegar nas principais características que fazem do bambu, um ser naturalmente sustentável.

A estrutura mais importante da planta é seu rizoma (sistema de raízes) que não é visto e as brotações que são chamadas popularmente de varas e tecnicamente de Colmos, tem um tempo médio de vida de 10 anos, porém seu rizoma pode ser centenário.

Isso quer dizer que, após a planta alcançar a sua maturidade, o que acontece após o quarto ou sexto ano dependendo da espécie, ela pode começar a receber manejo e com isso gerar receita, dependendo do destino da fibra.

E agora o mais importante! Esse manejo ou colheita pode ser anual se respeitadas as boas práticas de se beneficiar o organismo como um todo e inclusive, a própria poda estimula a planta a produzir mais varas.

Vamos parar um pouco nesse momento e fazer a primeira comparação com o conceito da sustentabilidade.

O Bambu é verdadeiramente sustentável

Estamos falando de uma espécie vegetal que pode nos entregar matéria prima para ser utilizada em todas as aplicações descritas acima, com um único plantio, que não tem grandes exigências em relação ao solo, ou ao clima e nem à adubação, e que pode fornecer anualmente esse insumo por décadas ou até séculos.

 

E que além disso, ao ser cultivada é uma das espécies responsável pelo maior volume de sequestro de carbono dado o seu rápido crescimento, assim como devolve ao ambiente muita umidade em virtude ao seu processo de respiração e fotossíntese, além de beneficiar e proteger o solo em que foi plantado.

A sensação depois disso é aquele nó no estômago, não é mesmo?

Nesse ponto é inevitável imaginar que isso tudo é mentira, pois não faz sentido que algo tão benéfico ao ser humano, ao meio ambiente e a economia, não esteja sendo utilizado em maior escala.

Porém te convido a pensar num outro segmento de mercado nesse momento!

Os dos combustíveis fósseis como gasolina, diesel e carvão que mesmo tendo alternativas consistentes há décadas, continuam a ser utilizados como propulsor de crescimento da civilização humana.

E não, não quero aqui abrir a caixa de Pandora, incitando qualquer discussão do tipo certo ou errado, quanto as posturas e decisões que adotamos até esse momento.

Meu objetivo, é o de promover a reflexão e o debate sobre o que fazer e quais as opções que já conhecemos que podem impactar o tripé da sustentabilidade, criando riquezas e benefícios perenes para todos nós.

E sem dúvida alguma, o Bambu é um representante majestoso desse pacote de soluções.

 

Quais os principais pontos de oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil?

 

Ufa! Enfim chegamos na parte que acredito ser a mais importante para a maioria das pessoas que nos acompanharam até aqui.

O momento onde analisamos as oportunidades de negócios que o atual mercado de bambu brasileiro apresenta.

É aqui que surge aquela dúvida:

Como eu faço dinheiro com Bambu no Brasil?

E a primeira coisa que eu vou te dizer é:

Criando maneiras de usar o bambu para solucionar problemas, tanto para pessoas quanto empresas, e principalmente, identificando os nichos que já percebem a sustentabilidade como valor a ser agregado em suas marcas, operações ou vidas pessoais!

Certamente essa não é uma tarefa fácil, exige pesquisa, criatividade, tentativas e erros.

Pois esse ainda é um mercado para aqueles que tem inteligência emocional elevada para lidar com incertezas, principalmente porque ainda não temos escala de plantio, e não existe um aculturamento em relação aos benefícios do uso do bambu tanto para consumidores finais, quanto para empresários.

Mas veja, grandes desafios, só podem ser encarados por pessoas resilientes e que antes de tudo, entendem o que são metas e objetivos.

Porém, ao mesmo tempo que os riscos são maiores, os resultados podem ser bem mais robustos.

E é óbvio, que se utilizarmos técnicas de marketing, comunicação e vendas adequadas para a cadeia produtiva do bambu, esses desafios se tornam menos difíceis de serem superados.

Abaixo, vamos elencar algumas condições que num primeiro podem parecer impeditivos, mas que apresentam grandes oportunidades no mercado de bambu:

  • poucos cultivos comerciais e consequente falta de insumo em prateleira para produção em escala.
  • o preço do produto tratado ainda é um pouco mais caro do que a madeira, em virtude ao volume de material tratado.
  • necessidade de “garimpo” de plantios preexistentes que ainda não são mapeados e de fácil acesso.
  • falta consenso e normativa em relação as práticas de tratamento, imunização e uso.
  • ainda não existem normas ABNT aprovadas para seu uso na construção civil, o que dificulta as certezas e geração de garantias por parte dos especificadores.
  • a tecnologia para transformação, ou o esforço de produção para os produtos industrializados ainda são caros e inacessíveis.
  • o empresariado brasileiro ainda não percebeu as oportunidades de investimento em escala.
  • o valor percebido do bambu por parte do consumidor final, ainda está alocado em nichos de públicos ligados a ecologia e responsabilidade social.
  • falta proximidade entre iniciativa privada e academia
  • faltam ligações mais próximas e diretas entre as cadeias produtivas já estabelecidas e a cadeia produtiva do bambu
  • faltam estudos de mercado para entender as escalas ideais, margens, custos de operação e definição de preço de produtos para o desenvolvimento de produtos feitos com bambu
  • é preciso fornecer mais informações para os estudantes que estão entrando no mercado de trabalho e que serão especificadores de demandas
  • faltam canais de comunicações específicos sobre o tema

Se refletirmos um pouco sobre os pontos apresentados, vamos conseguir criar algumas hipóteses que podem ser usadas como um guia macro para desenvolvermos nossas estratégias de negócios.

Particularmente, acredito que a alavancagem de negócios, o aculturamento e a inovação, podem nos ajudar a criar produtos e serviços que trarão resultados consistentes para a cadeia produtiva do Bambu no Brasil.

E estas três grandes áreas podem beneficiar tanto os negócios que já existem, quanto aqueles que desejam entrar nesse mercado.

áreas com grandes oportunidades para geração de negócios com bambu no Brasil

A seguir, traremos exemplos de como cada uma dessas áreas podem beneficiar o mercado de bambu no Brasil.

 

 

Como a Alavancagem de Negócios o Aculturamento e a Inovação podem ajudar a cadeia produtiva do Bambu à crescer no Brasil

 

Andando de mãos dadas ou separadas, a alavancagem de negócios, o aculturamento e a inovação podem ajudar muito nosso mercado de bambu principalmente porque, as três são estratégicas e são responsáveis pela formação de públicos.

Para alguns, os termos usados podem parecer muito genéricos e abrangentes, então vamos fechar um pouco esses assuntos em ações táticas.

Um outro fator que é impreterivelmente necessário de se considerar é que a esmagadora maioria dos atores que constituem a atual cadeia produtiva do bambu no Brasil, são pequenas e micro empresas, pequenas cooperativas, pequenas associações, profissionais liberais e pequenos agricultores ou agricultores familiares.

Ou seja, são negócios que não possuem grandes montantes a serem investidos num primeiro momento, mas possuem enorme potencial de crescimento, além do que, é preciso considerar que o bambu ainda é um mercado de nicho no Brasil.

Se quisermos alavancar a cadeia produtiva do bambu no Brasil, precisamos aprender e absorver as boas práticas de modelo de operação, gestão e construção dos elos que formam as outras cadeias produtivas que já estão estabelecidas e servem como referências.

E inclusive, devem servir como alavanca para a cadeia produtiva do bambu.

E quando falo que é na alavancagem de negócios, no aculturamento e na inovação que estão as oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil, quero dizer que é nestas três grandes áreas que temos as maiores oportunidades de crescimento do mercado como um todo.

Agora, vamos imaginar que você concordou comigo.

O próximo passo é você querer que eu explique de que forma essas três áreas podem beneficiar aqueles que fazem negócios com bambu.

Então vamos lá, vamos destrinchar um pouco mais essa ideia.

 

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Alavancagem de Negócios

Muitas são as ações que alavancam negócios, mas nesse caso, dada a atual realidade de estruturação da cadeia produtiva do bambu, temos que pensar principalmente em ações menos complexas, mas que criam resultados positivos no curto e médio prazo.

Nesse sentido, vamos colocar aqui três áreas principais que são Gestão e Vendas, Marketing e Comunicação.

Auxiliar os profissionais e negócios que já estão inseridos na cadeia produtiva a desenvolverem modelos administrativos e comerciais eficazes que consideram principalmente:

  • formação de preços e custos
  • capacitação de gestão administrativa
  • desenvolvimento de estratégias e táticas de venda
  • identificação de públicos-alvo
  • desenvolvimento de marcas que conversem com públicos específicos
  • criação de pequenas campanhas de comunicação e propaganda
  • desenvolvimento de programas de relacionamento
  • desenvolvimento e capacitação no uso de ferramentas de marketing digital e internet

 

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Aculturamento

É inegável que as oportunidades de negócios no ambiente educacional são as que mais crescem, sejam elas físicas ou a distância e nesse sentido, o mercado do bambu não é diferente.

Mas quando falamos a respeito de aculturamento, vamos um pouco além do ensino tradicional, pois estamos falando em romper barreiras culturais e consequentemente o quebrar paradigmas.

Muito precisa ser feito quanto a isso, tanto em relação a algumas práticas adotadas por pessoas que já atuam na cadeia produtiva do bambu, quanto para aqueles que podem beneficiar a cadeia como especificadores, empresas e consumidores finais.

Algumas oportunidades para esse mercado são:

  • Ambientes digitais e físicos especializados na capacitação de profissionais
  • Cursos específicos em entidades educacionais pré-existentes
  • Encontros e eventos sazonais
  • Projetos itinerantes de divulgação
  • Laboratórios de inovação ligados a cultura maker
  • Concursos e desafios culturais patrocinados

 

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Inovação

Definitivamente será na inovação que a cadeia produtiva de bambu no Brasil dará um salto quântico em relação ao seu crescimento.

E aqui, estamos falando desde as aplicações mais simples de melhoria contínua, até as mais significativas que são consideradas as radicais.

Mas é preciso cuidado, pois apesar de já existirem diversas tecnologias lá fora, que poderiam facilmente serem importadas para a produção de determinados itens, é preciso ter a consciência de que o Brasil ainda não está preparado para alimentar máquinas e equipamentos parrudos que trabalham 24/7.

Porém, é possível sim considerar soluções de nicho com escalas menores tais como:

  • criação de novos produtos orgânicos e ecológicos
  • associação com produtos produzidos em madeira
  • micro industrialização de máquinas e equipamentos destinados a trabalhar com bambu
  • desenvolvimento de produtos em pequena e média escala para nichos de mercado
  • projetos socioeconômicos ambientais que unam iniciativa privada e comunidade

 

Mas aqui existe um ponto importante que precisa ficar claro antes de continuarmos.

Não basta simplesmente copiar e replicar as outras cadeias, e muito menos absorvermos as práticas erradas.

E com toda a certeza, aqueles que já estão no mercado a mais tempo não podem acreditar que novos entrantes não impactariam de forma considerável o que tem sido feito atualmente.

AIRBNB, UBER e NETFLIX estão ai para nos mostrar que os concorrentes não surgem somente entre aqueles que já atuam num determinado mercado, mas sim podem vir de fora e com muita força implementam mudanças mais que significativas, e o nome disso é inovação diruptiva ou disruptiva como alguns preferem.

Precisamos entender e remodelar essas referências para construirmos um novo mercado que possa inclusive, criar fortes elos com esses mercados preexistentes.

E nesse sentido, é importante criarmos soluções com bambu que vão além de produtos e serviços.

 

 

O mercado de bambu no Brasil tem muito espaço para quem cria e entrega solução e não apenas produtos.

 

Pode parecer um pouco estranha a afirmação de que o mercado tem mais espaço pra soluções do que pra produtos e serviços, certo?

Então vamos dar um exemplo.

Imagine que você tem um negócio que produz esteiras de bambu.

Dai eu te pergunto:

O que você vende?

Esteiras de bambu, ou Elementos ecológicos e sustentáveis para fechamentos e coberturas de ambientes?

Algumas pessoas vão simplesmente reagir a essa ideia, sem ao menos refletir a respeito, e de cara dirão:

“Aháa Daniel, para! Se tá falando de discurso de vendas e não de solução!”

Noap! Isso se chama estratégia meu amigo(a) e está diretamente ligado a forma que você vê, pensa e age em relação ao seu próprio negócio.

Se analisarmos de forma estratégica a situação acima, veremos que existe uma diferença essencial entre os dois pensamentos.

Uma esteira de bambu é quase um commoditie e possui baixa agregação de valor.

Consequentemente ela será associada a um preço de venda mais baixo, além de usar uma nomenclatura técnica que para a maioria das pessoas remete a algo que foi feito para ser usado no chão.

Enquanto que uma solução ecológica e sustentável para fechamentos e coberturas de ambientes, é uma solução que agrega uma série de valores.

Portanto, pode ser vendido com preço mais alto e margem melhor, além de a própria definição retirá-la do chão e colocá-la ao nível dos olhos das pessoas.

E perceba que a ideia não é mentir e nem enfeitar “o rabo do pavão”, mas sim de entender que um produto ou serviço precisa ser uma solução de problemas e não simplesmente existir como peça física.

Abaixo, você verá o que chamamos de mapa de oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil, onde é possível identificar onde acreditamos existir as condições mais favoráveis para se desenvolver negócios rentáveis na atual cadeia produtiva do bambu.

É justamente ai, que está a resposta do:

“Como posso fazer dinheiro com Bambu no mercado Brasileiro!”

Perceba que a título de facilitar a leitura e entendimento, e principalmente mostrar que os stakeholders da cadeia estão interligados, criamos linhas e interconexões entre esses públicos e apontamos quais as oportunidades que identificamos como imediatas através da legenda abaixo:

Como-posso-fazer-dinheiro-com-Bambu-no-Brasil

mapa de oportunidades e desafios do bambu como negócio sustentável e inovador no Brasil

Sim, sabemos que o mercado de bambu ainda apresenta uma série de desafios.

Mas ao mesmo tempo acreditamos que a quantidade de oportunidades que se apresentam são tão grandes quanto ou maiores que essas dificuldades.

Esperamos que de alguma forma, esse conteúdo tenha lhe ajudado a entender melhor a cadeia produtiva do bambu no Brasil.

E se isso aconteceu, compartilhe! Se não, critique!

Nosso objetivo é crescer e ajudar a cadeia produtiva do bambu no Brasil a crescer também.

E isso só é possível através de críticas que construirão o conhecimento compartilhado.

Se você precisar de apoio técnico para estabelecer seu negócio nesse segmento, qualificá-lo ou desenvolver novos produtos, conte com o Hub Bamboo.

Estamos aqui para te ajudar no desafio de crescer.

Até o próximo!

#bamboorocks #hubbamboo #obambutransforma

 

 

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About the Author

Daniel. é o Idealizador e Catalisador de Negócios no Hub Bamboo! É especialista em Marketing e ​Inovação e acredita que o Bambu é um agente da sustentabilidade, e que podemos criar impactos positivos na economia, sociedade e meio ambiente com ele. Conecte-se com ele no LinkedIn!

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